quarta-feira, 7 de agosto de 2013

A bagunça da Operação Pipa do Exército esta chegando ao fim.

O Tribunal de Contas da União (TCU) fez um levantamento minucioso a respeito das denuncias feitas sobre as possíveis irregularidades da Operação Pipa, que é organizada pelo Comando Militar do Nordeste. O relatório é extenso e chocante, como podemos constatar no trecho extraído do processo 043.346/2012-0, e que segue logo abaixo: 

Nos autos do TC 033.932/2012-3, a 3ª Secretaria lembrou a importância e o grande apelo social da Operação Carro-Pipa, mormente em virtude do agravamento atual do crônico problema da seca nas regiões atingidas e da grande área territorial e contingente populacional beneficiado; explicou a origem dos créditos que suportam os gastos relativos à distribuição em comento; e, a par disso tudo, ressaltou que, malgrado a relevância social e as elevadas razões humanitárias mencionadas, haveria notícias de supostas irregularidades no referido programa, conforme relatado na peça instrutiva de mérito do TC 008.231/2010-9 (denúncia acerca de possíveis irregularidades na OPC), tais como:

a) fraudes na aferição da cubagem dos carros pipas e nas "filas de espera dos pipeiros";
b) carimbos atestando inexistentes abastecimentos de caminhões;
c) venda ilegal de água potável ou derramamento desta ao longo dos percursos, como forma de economizar combustível, reabastecendo os veículos ao se aproximarem do destino final com água imprópria ao consumo humano;
d) adulteração na quilometragem de veículos entre manancial e cisternas abastecidas beneficiando "pipeiros", que ganham por quilômetro rodado;
e) utilização de recursos do programa em atividades estranhas ao seu objetivo;
f) negociações com empresas fantasmas, corrupção ativa (pagamento pelo silêncio de pessoas que deveriam ter sido beneficiadas pelo programa, mas não o foram); e
g) sinais exteriores de riqueza de "pipeiros" cadastrados no programa.

Desejamos que as medidas apresentadas e tomadas neste processo tragam resultados urgentes para a população, com punição severa dos infratores. Segue o link para consulta do processo:



terça-feira, 6 de agosto de 2013

Os Hipocloritos geram substâncias cancerígenas?

Os Hipocloritos geram substâncias cancerígenas?


Obter água em quantidade suficiente e com a qualidade adequada para o consumo sempre foi uma grande preocupação para o homem. Em princípio preocupava-se apenas com o aspecto estético, rejeitando as águas que apresentavam cor, odor, sabor e/ou turbidez. Posteriormente procuraram adequá-las utilizando uma simples decantação ou associando uma filtração em leito de areia, de modo a promover a clarificação.
A cólera em Londres (1854) comprovou a relação entre a qualidade da água e doenças, anteriormente apenas suspeitada: John Snow relacionou a epidemia no distrito de Broad Street a fonte de água ali existente e a um rompimento da tubulação de esgoto que estaria trazendo a contaminação da resistência onde se detectara o primeiro caso na região.

Como a contaminação da água da fonte não alterara suas características estéticas verificou-se que o odor, sabor, cor e turbidez não eram critérios suficientes para atestar a qualidade da água e que havia a necessidade de se aprimorar os processos de tratamento da água de modo a garantir também a sua qualidade sanitária.

Com as contribuições de Schwam, Pasteur, Koch e outros cientistas para o avanço dos conhecimentos de bacteriologia e das técnicas de detecção de organismos patogênicos, e a comprovação da eficiências do cloro não só na remoção de odor mas também na eliminação ou inativação destes organismos, procedeu-se um grande progresso na tecnologia de tratamento de água.

Atualmente a desinfecção é considerada essencial para garantir a qualidade sanitária da água distribuída à população, sendo que a utilização de hipoclorito de sódio ou de cálcio é viável em pequenas instalações e o cloro GÁS acondicionado em cilindros de aço nas demais situações.

Nos últimos anos, foram descobertos nas águas de abastecimento alguns subprodutos tóxicos, e potencialmente carcinogênicos originados da ação dos HIPOCLORITOS sobre compostos orgânicos, que podem ser denominados genericamente de organoclorados e THMs.

Os trihalometanos (THM) podem estar presentes na água tratada e a sua formação se dá pela reação do cloro com certos compostos orgânicos presentes em águas naturais, sendo considerado por muito cientistas como um dos mais cancerígenos compostos existentes.

Isto significa que estamos sendo envenenados diariamente, apesar de vários estudos publicados em diversas instituições de pesquisa do Brasil. Isso se deve, sem dúvidas, a força política e econômica da indústria do hipoclorito, e por isso tenho apenas uma recomendação para aqueles que concluírem
a leitura deste texto: Divulguem!

Mortes por consumo de água contaminada poderiam ter sido evitadas.


Vários projetos que visam a garantia da qualidade da água, e da “vida”, foram apresentados ao Governo Federal, e a diversos estados e prefeituras que estão localizados em regiões que estão sofrendo com a seca. O que observamos na verdade é uma total falta de iniciativa. Ficam todos esperando o famigerado hipoclorito de sódio (água sanitária) do Ministério da Saúde, que é embalado no LAFEPE, mas que nunca chega a tempo, a hora e em quantidade adequados Até quando pessoas terão que morrer para que a população tenha acesso ao Clor-in?


Vejam a matéria do Jornal Nacional, e deixem seu comentário.